sábado, 22 de junho de 2013

RN Nuzlocke LG - Capítulo 30: Vitória Sombria

RECINTO NERD NUZLOCKE - LEAF GREEN - 
CAPÍTULO 30: VITÓRIA SOMBRIA

Kari respirava aliviada, alheia aos movimentos do lado de fora do corredor. Um Rocket havia se arrastado até a porta do lado de fora, sobrevivente da luta dos andares abaixo. Ele segurava um braço dormente, e se locomovia lentamente até a grande porta dupla da sala do Presidente. Em seus dentes, havia um controle de formato cilíndrico, e um grande botão vermelho em uma das extremidades. Ele havia recebido o objeto de seu líder quando o homem desceu as escadas, parecendo extremamente agitado. Sua ordem era clara: aperte o botão o mais perto possível da sala do presidente. E assim o Rocket se encaminhava, encostando as costas na porta. Ele se sentou, ofegante, cuspindo o objeto. Seus dedos deslizaram pelo botão, enquanto ele se questionava sobre o objetivo deste ato. No entanto, sua convicção impediu qualquer ação contrária.
  - Salve os Rockets. - Ele apertou o botão. Em toda Saffron pôde-se ouvir a explosão, e milhares de cabeças se viraram, alarmadas, vendo um dos andares do famoso arranha-céu da Silph arder em chamas. Houveram gritos e comoção, enquanto dois líderes de ginásio corriam até o edifício. Ninguém soube o que realmente aconteceu ali, e apenas um rosto sorria no meio do caos. Um homem de terno negro, andando rapidamente entre as ruas, com a satisfação da vingança em seus lábios.
  Se passaram dias desde o evento agora conhecido como “Ofensiva Rocket”. Kari abriu os olhos, sentindo o corpo dormente. Se viu em um leito de hospital, e uma figura familiar apareceu em seu campo de visão.
  - Kari. Graças a tudo que é mais sagrado, você está bem. - Disse Koga, saindo do quarto em seguida. Ele retornou alguns minutos depois, enquanto a garota ainda recobrava a consciência, voltando com o professor Carvalho e Sabrina.
  - Ah, Kari. Onde você se meteu? - Disse Carvalho, colocando a mão em sua testa. Ela ainda estava grogue, impedindo-a de responder.
  - A garota é uma heroína. A queda dos Rockets está toda em suas mãos. - Disse calmamente Sabrina, se apoiando na parede.
  - E por qual motivo então vocês dois receberam os créditos? Não há uma menção a ela nos jornais!
  - Pelo mesmo motivo pelo qual o senhor decidiu não alertar a mãe dela. – Disse Koga. - É tolice pensar que todos os Rockets foram presos, e que não há mais nenhum em liberdade. Se dissermos que uma civil contribuiu com a dissolução deles, seria ingênuo pensar que eles não retornariam em busca de vingança. Eu e Sabrina podemos nos virar, ela não. Espero que você não se importe com isso, garota. - Kari levou a mão à cabeça, apalpando bandagens secas.
  - O... o que houve? - Os três adultos se entreolharam, e Carvalho começou a falar.
  - Haviam... bombas no lado de fora da sala do presidente da Silph. Eu não sei o que aconteceu lá, mas elas explodiram. Achamos vocês nos escombros. Você tem uma idéia do que aconteceu?
  - Eu... - Ela levou as mãos às têmporas, tentando se proteger da dor de cabeça que sentia. Sabrina se aproximou, e pousou sua palma na testa da garota.
  - Acalme-se. Agora que está consciente, eu posso extrair as informações sem esforço por sua parte. Deixe-me ver... - A líder de Saffron inclinou a cabeça, fechando as pálpebras no processo. - Houve uma batalha. Você não sabe quem era o homem com quem batalhou, por isso não consigo identificá-lo. No entanto, tudo leva a crer que era o líder dos Rockets. Você o derrotou, e depois...estranho. Você estava bem perto da parede, como as bombas não te jogaram para fora do prédio? Koga. - Ela parou, se virando para o outro homem. - Precisamos conversar.
  Os dois foram para um canto, enquanto Carvalho ficou sozinho com a garota, que sentia as memórias voltando para o lugar. - Professor, eu... eu vi Gary.
  - Gary? Ah, graças a tudo que é mais sagrado. Não tenho respostas do garoto há meses. Ele estava bem? - Kari tentou responder a verdade, mas ao ver o rosto esperançoso do homem mais velho, recuou.
  - Ele... ele estava bem. Saiu um pouco antes da luta.
  - Professor. Temo que devemos contar a verdade pra ela. - Disse Koga. Os dois voltaram a se aproximar, e Kari viu o rosto de Carvalho ficar sombrio.
  - O que houve? - Perguntou a garota, sentindo a apreensão tomar conta do ambiente.
  - Kari, havia algo estranho no lugar em que te encontramos. Você estava bem perto do epicentro da explosão, e mesmo assim não havia sofrido os danos correspondentes. Suspeitávamos de um elemento extra, e agora sabemos como ele ocorreu. - Disse Koga, de forma séria.
  - Seus outros Pokémon estavam espalhados, mas um estava bem próximo de você, parecendo empurrá-la junto com sua Jolteon em direção ao centro da sala. Você se lembra de alguém próximo a você, com capacidade de fazer isso? – Perguntou Sabrina.
  - Eu não... Sakura estava perto de mim, acho, mas vocês acabaram de dizer que ela também foi arrastada
  - Todos os seus outros Pokémon estavam longe, então?
  - Não... Apenas cinco lutaram. Deixei Wanda na Pokébola, porque ela não precisava entrar naquela luta. - Ela percebeu a expressão sombria se intensificar no rosto dos outros.
  - Wanda era... a Beedrill, correto? - Perguntou Koga.
  - Sim... como assim, “era”? Já disse, ela estava na Pokébola. Nem sequer entrou na luta.
  - Kari... - Começou o professor Carvalho, apoiando sua palma na mão da garota. - Encontramos Wanda morta.
  O choque bateu na treinadora e a imobilizou, a deixando incapaz de pensar ou agir em resposta. Seus olhos se arregalaram, e o coração parou de bater. Não era possível, pensou. Ela estava fora da luta.
  - Tudo nos leva a crer que ela estava te impedindo de cair do prédio, Kari. - Disse Sabrina. - Achávamos estranho quando encontramos a cena, mas tudo faz sentido agora. Pela sua posição, você iria ser jogada para a frágil parede de vidro com o impacto dos explosivos. Pelo que entendi, ela saiu da Pokébola e te protegeu da explosão, salvando-a. Infelizmente, isso pôs a Beedrill na...
  - Onde estão meus Pokémon? - Perguntou a garota, sentindo a raiva tomar conta de si. Eles não entendiam, não? Wanda estava fora da luta.
  - Estão aqui. - Carvalho estendeu seu cinto a ela, e ali estavam cinco Pokébolas. A treinadora puxou o objeto com força de sua mão.
  - Agora, saiam. Kenichi irá matá-los caso descubra que estão mentindo sobre algo tão terrível. E eu não vou contê-lo.
  - Kari, eu... - O professor tentou argumentar, mas Koga pôs a mão em seu ombro, balançando negativamente a cabeça. Os três saíram lentamente, enquanto a garota os encarava, furiosa. Foi apenas quando a porta bateu que ela liberou seus Pokémon na sala.
  - Onde está Wanda? – Perguntou a treinadora. Kenichi se arrastou até o outro lado da sala, de costas, enquanto os outros quatro se posicionavam tristemente ao redor da cama.
  - Kari, eu... temo que ela – Começou Sara, mas a garota a impediu,
  - Vocês também caíram nessa? Gente, Wanda estava na Pokébola. Mesmo se ela saiu, o impacto não seria o suficiente para matá-la. Vocês não sofreram isso.
  - Sim, mas... Ela recebeu um ataque que não pudemos calcular de onde veio. Era um raio roxo, que literalmente se materializou do nada. – A mente de Kari deu um salto, e ela se lembrou do ataque futuro do Alakazam de Gary. Ele havia acertado seu alvo, mesmo com tanto tempo depois? A garota encarou sua equipe, passando de rosto em rosto. Sara encarava o chão, sem conseguir mais falar. Liz chorava baixinho, enquanto Zelda se apoiava tristemente no canto da cama. Sakura havia se recolhido para ficar embaixo do sofá, e Kenichi... ainda não havia se virado. O coração da treinadora pareceu parar por alguns instantes.
  - Não... não pode ser. Eu... – Ela envolveu a cabeça com as mãos. – Wanda, ela... Nós estamos juntas há tanto tempo. Não... não era pra ser assim. Seríamos campeãs juntas. Nós... oh, céus... – Era como se conseguisse materializar a Beedrill à sua frente, fazendo algum comentário zombeiro e tentando perturbar Kenichi. Nunca mais iria ver aquilo? – Por favor, não... – Kari sentiu as lágrimas descerem copiosamente pelo seu rosto, e sua garganta deu um nó tão grande que nenhuma palavra conseguia ser libertada. Ela ficou ali, chorando silenciosamente, sem conseguir aceitar o que havia acontecido.
  Os dias se passaram, tão rápidos que não podiam ser calculados. Tudo que Kari fazia era encarar a janela mais próxima, sem falar com ninguém. Carvalho, Sabrina, Koga, todos ficavam lá mas não conseguiam uma resposta. Eis que, em um dia, um novo rosto apareceu na porta.
  - Kari? Eu... peço perdão pelo meu atraso. – Era Fuji, que carregava uma Pokébola e uma caixa metálica nas mãos. A garota não respondeu, esperando o homem mais velho se arrastar até ela. Sakura estava em seu colo, apoiando tristemente sua cabeça em seu peito enquanto a treinadora coçava distraidamente sua cabeça.
  - Eu... não consigo imaginar o que esteja sentindo. É terrível perder alguém assim, de forma tão...
  - Fuji, o que você quer? – Interrompeu a garota. O homem pareceu surpreso, e apoiou seus dois presentes na cama.
  - Estou aqui, além de ver como você está, em nome do presidente da Silph. Ele infelizmente não pôde vir pessoalmente, então me pediu para lhe entregar essas duas coisas. – Ele segurou a Pokébola, girando-a distraídamente na mão. – Essa é Sophie, uma Lapras premiada. O presidente decidiu te entregar e...
  - Se acham que vou substituir Wanda, podem levá-la de volta. Eu não quero.
  - Kari, nunca pensamos nisso. Apenas pensamos que, caso você queira chegar a Cinnabar para seguir a liga, precisará de um meio de transporte. E, como diriam os antigos, nada melhor que uma Lapras.
  - A Liga. Eu... não pensei nisso desde... Fuji, eu não sei se consigo mais fazer isso.
  - Kari, sinto-lhe dizer, mas este é um pedido nosso. Por favor. – Ela o encarou, e percebeu lágrimas em seus olhos. – Já te colocamos em uma briga que não era sua. Causamos indiretamente a morte de um membro de sua equipe. Por favor. Tudo que não queremos é destruir seu sonho.
  Kari ficou o encarando, sem saber o que dizer. Finalmente, aceitou a Pokébola. – Obrigada, eu... eu vou continuar.
  - Ótimo, ótimo... – Fuji enxugou os olhos com as costas da mão, e segurou a caixa metálica. – Agora, este é um resquício muito importante. Veja, depois dos acontecimentos de semana passada, o presidente decidiu abolir qualquer menção ao programa Master. Creio que vários protótipos acabaram sendo contrabandeados para outras regiões, como Karos, Unova, até mesmo Johto. No entanto, ele queria que você ficasse com isso. – Fuji abriu a caixa, revelando uma estranha Pokébola roxa e vermelha, com um “M” bordado em prata no topo. – Chamamos ela de Masterbola.
  - O quê? Não disseram que ela era ilegal?
  - Kari, infelizmente há coisas que você não sabe sobre os Rockets. Veja, quando fui contratado por eles, estávamos a procura de um Pokémon lendário. Sabe o que é isso?
  - Sim. Não há nenhuma prova de que eles existam, exceto em lendas. Que eu saiba, as mais comuns são sobre a Trindade dos Pássaros, certo? Articuno, Zapdos e Moltres.
  - Sim, correto. No entanto, há algo a mais. Veja, há anos que certos grupos buscam por esses frutos de lendas, e recentemente há uma procura mais forte em diversas regiões do mundo. Houve uma grande explosão em Hoenn recentemente que atribuíram a Groudon, o lendário Pokémon Continente. O poder deles é imensurável, e já era tempo de criminosos buscarem eles a seu bel-prazer. Antes de eu saber disso, os Rockets me chamaram para procurar Mew, e como você sabe, eles se adquiriram dos pêlos dele. Há alguns meses, houve uma explosão em Cinnabar, e relatos dizem de uma criatura saindo de lá. Desde então, os Rockets intensificaram suas atividades. Não creio que os dois atos não estejam interligados, Kari. Essa Masterbola é um instrumento de proteção para você. Caso encontre a tal criatura incrivelmente poderosa, use-o sem piedade.
  Kari girou a esfera nas mãos. – Eu... entendo o que o senhor quer dizer. Você acha que vou encontrá-lo?
  - Tudo o que sei era que o projeto Master parecia ser a única esperança do líder dos Rockets. O que me leva a crer que a criatura é tão poderosa, que não havia a chance de lutar com ela. Sobre suas chances de encontrá-lo... não podemos correr riscos.
  - Certo. – Ela voltou a encará-lo. – Obrigada.
  - Não me agradeça. Não ainda. – Ele se levantou, e se aproximou da porta. – Temo que agora só nos encontraremos no Platô Indigo, Kari. Estarei esperando você se tornar Campeã. Nunca encontrei ninguém que estivesse mais predestinada a isso do que você. – Ele saiu, deixando a garota com seus próprios pensamentos. As duas Pokébolas estavam em suas mãos, significando coisas imensamente diferentes.
  Um mês se passou desde aquele dia, e Kari estava parada em frente ao ginásio de Saffron, com as mãos nos cabelos para protegê-los do vento forte. Se virou para seus Pokémon, e disse: - Hora de mostrar todo o nosso treinamento, rapazes. Hoje é o dia em que voltamos ao caminho da Liga. E iremos passar por ela, assim como todos os outros. – Assim que disse isso, entrou no ginásio, com uma estranha sensação em sua mente.
  De algum modo, sabia que Sabrina estava a aguardando.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

RN Nuzlocke LG - Capítulo 29: O líder

RECINTO NERD NUZLOCKE - LEAF GREEN - 

CAPÍTULO 29: O LÍDER

- Acabem com eles. - Disse Kari, e seus Pokémon derrubaram os dois Rockets solitários em frente à uma bela porta dupla de madeira. Os ladrões caíram no chão, se arrastando no corredor branco antes de caírem no carpete roxo. Um deles desmaiou, mas o outro pareceu acordado, e a garota o segurou pelo colarinho. - Deixe-me adivinhar. Seu líder está atrás desta porta. 

- Você acha que conseguirá deter a Revolução Rocket? Nosso líder é maior do que qualquer coisa que você deseje em sua vida, e ele te destruirá. Você não conseguirá nos deter! - Ele tentou cuspir nela, mas a treinadora o socou antes disso. Kari se levantou, ajeitando a barra da camiseta, e abriu as portas com um chute.

Encontrou uma sala branca e bastante ampla, com paredes de vidro ao fundo revelando o belo horizonte de Saffron. Havia apenas uma mesa curva de madeira escura no centro do aposento, onde dois bancos ornamentados se prostravam em frente, apoiados em um singelo tapete vinho. Havia um homem sentado à mesa, vestido com um terno negro com um emblema de R bordado em vermelho-sangue em seu peito.  Haviam dois vultos perto do vidro, e quando a garota conseguiu os focar, percebeu que era um homem idoso sendo segurado por um Kangaskhan, apertado contra a janela.

-Você deve ser Kari. Por favor, sente-se. - Disse o homem sentado à mesa, indicando com a mão as cadeiras à sua frente. A garota não se mexeu.

- Você é o líder dos Rockets? - Perguntou ela, olhando de relance para o outro homem sendo prensado na janela pelo Kangaskhan.

- Ora, sim. Pode me chamar de G. - Ele sorriu, e colocou as mãos dobradas embaixo do queixo. - Você nos deu um bocado de trabalho, sabe? Monte da Lua, Ponte Dourada, S.S.Anne, Celadon, Lavender, hoje... há um belo potencial em você. Pena que tudo terminará hoje. - Seu tom de voz ficou mais denso na última frase, e Kari pôde sentir a hostilidade.

- Ele quer o projeto Master! Não deixe-o... hnf! - O homem à distância foi imprensado com mais força pelo Pokémon, impedindo que ele continuasse a falar.

- Acho que alguém não sabe se manter quieto, não Silph? - Perguntou G, sem se virar. Ele ainda mantinha os olhos na garota.

- Projeto Master? O que seria isso? - Kari estreitou os olhos.

- Acho que não conseguirei colocar o coelho de volta à cartola. Veja, garota, o projeto Master é a construção de uma Pokébola capaz de capturar um Pokémon sem a sua vontade. Ela é cem por cento sem falhas, o que causou um problema entre a Companhia Silph e os ativistas dos direitos de Pokémon, afirmando que usá-la não seria diferente de escravidão. O projeto foi fechado, mas não antes do nosso presidente aqui. - Ele indicou com a cabeça o homem mais velho. - Pegar um protótipo para si mesmo.

- Vocês acham que conseguirão criar milhares de Pokébolas apenas com o protótipo não me façam rir... AAH! - Ele gritou, pois o Kangaskhan o empurrou o suficiente para quebrar o vidro, deixando-o de costas para o vazio. Kari encenou uma aproximação, mas G lançou um Nidorino para frear seu avanço.

- Não. Você fica. Tenho assuntos a resolver com você. - A garota engoliu em seco, e conjurou Sara.

- O presidente está certo. Você provavelmente só terá uma Pokébola dessas. Todo este trabalho apenas para uma? - Perguntou ela. O líder Rocket riu, e se levantou.

- Há coisas nesta vida que valem à pena se arriscar. Mesmo que seja uma única vez. - Ele a encarou, e a hostilidade voltou ao ambiente. - Agora, é hora de retirar uma peça incômoda de nossa máquina. - Ele remexeu no bolso, e retirou uma pistola, que a usou para apontar para a garota. - Você não sabe como é difícil encontrar armas de fogo depois da guerra. Pergunte ao seu querido Surge. Só que não irei me arriscar a uma infantil batalha Pokémon.

- Kari... - Começou Sara, tentando se posicionar para protegê-la do Nidorino e da arma. No entanto, a treinadora estava surpreendentemente calma.

- Eu acho que vou morrer, não? - Perguntou ela.

- É uma afirmação plausível. - Respondeu G.

- Então temos que ser rápidos. - Ela colocou os dedos na boca e assobiou, pulando para o lado. G atirou, mas a bala errou seu alvo e se alojou na parede oposta.

- O que pretende fazer com -- Antes que o líder terminasse sua frase, um vulto tapou a luz que vinha de fora. Quando ele se virou, seus olhos se arregalaram em um misto de surpresa e terror. Kenichi estava do lado de fora da janela, ao lado de Zelda, que carregava Sakura em suas patas. O Kangaskhan deu dois passos para trás, também assustado.

- AGORA! - Gritou Kari. Kenichi avançou contra o Kangaskhan, que deixou o presidente da Silph cair. Antes que o homem gritasse, Zelda jogou a Jolteon para a sala, e o agarrou em pleno ar. - LEVE-O PARA A COBERTURA!

G se virou com ódio, e apontou a arma para ela. No entanto, Sakura correu contra ele e mordeu sua mão, fazendo-o deixar cair a pistola. Ao seu lado, Sara saltou em cima do Nidorino, se embrenhando com ele.

- Não. Não, não, não, NÃO! - Ele retirou duas Pokébolas de seu cinto, conjurando um Rhyhorn e uma Nidoqueen. Do lado de fora, Zelda já estava de volta, e Kari lançou a Pokébola de Liz, colocando-a na sala.

- ACABEM COM ELES! - Gritou a garota. Kenichi lançou um jorro de chamas contra o Kangaskhan, tão forte que o Pokémon adversário foi catapultado para longe, sem conseguir reagir. A Wigglytuff lançou um pulso d’água contra o Rhyhorn, que também foi jogado para longe sem reação.

Ao lado, Sara e o Nidorino continuavam sua peleja. A Sandslash cortava o adversário enquanto ele a acertava com seus chifres, até que a Pokémon de Kari saltou, retirando um pedaço do teto e jogando-o contra o Nidorino, fazendo-o desmaiar. Zelda estava voando ao redor da Nidoqueen, fazendo-a ficar e confusa e acertar a si mesma enquanto tentava bater na Golbat. Depois de alguns segundos nesse ato, Zelda voou para longe, pegando impulso para acertar a adversária com sua asa, derrubando-a também. Kenichi completou a batalha lançando outro jorro de chamas contra o Kangaskhan, que tentava se levantar. Antes que G pudesse se recompor, tudo estava terminado.

- Você... não sabe o que fez...- Disse o líder Rocket, tremendo.

- Sim, eu sei. A equipe Rocket está terminada. - Proclamou Kari, sentindo uma sensação de vitória no fundo do seu peito. - Agora você vai libertar o líder de Viridian e se entregar à polícia. 

- NÃO! - Ele se levantou, parecendo um animal. - Você não faz idéia das consequências de seus atos. Do terror que irá causar em Kanto! Eu estava tentando nos salvar!

- Matando, roubando e sequestrando?

- Eu não irei me justificar à crianças. Há trabalho a ser feito. Com ou sem minha equipe, eu preciso garantir a segurança da população de Kanto. - Ele retirou uma pequena esfera negra do bolso de sua camisa, e a jogou no chão. A sala ficou imediatamente escura, e a garota perdeu a noção de posição. Quando as coisas voltaram ao normal, G já havia sumido, assim como seus Pokémon.

- Acabou? Vencemos? - Perguntou Sakura. Kari andou até a janela quebrada, encarando Saffron abaixo. Em algum lugar ali, o líder Rocket se via sem sua equipe, sem aliados, e sem apoio. O grosso dos Rockets havia provavelmente sido derrotado por Fuji e Sabrina, e o resto jazia inconsciente no prédio em que a garota estava. Mesmo que soubesse que estavam longe do fim, a treinadora se voltou para seus Pokémon, com um sorriso no rosto.

- Acabou.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Opiniões sobre os protestos no Brasil.

  Olá, tudo bom? Não sei se você é um acompanhante frequente neste humilde blog, mas se for, peço o seu perdão por alguns minutos. Eu deveria estar postando meu Nuzlocke (que está atrasado uma semana, graças à minha bela prova de Eletromagnetismo), mas decidi adiá-lo para amanhã. Há algo mais forte dentro de mim pedindo para ser posto em palavras. E é sobre as manifestações.
  Se você ainda não sabe o que é, saia de sua caverna. Estou aqui não para divulgar opiniões políticas, ou angariar atenção. Estou aqui para manifestar meus pensamentos neste WordPad nojento em que escrevo. 
  Comecemos do começo, não? No início destas revoltas, na semana passada (semana da segunda feira 10/06/2013), eu, como disse, estava envolto de materiais de estudo. Pouco pude prestar atenção em reclamações e em passeatas. No entanto, assim como provavelmente ocorreu com vocês, ela foi empurrada em nossas gargantas. E devo dizer sinceramente que não me impressionei no início. Veja, sou uma pessoa ansiosa por boa argumentação para sair de meu estupor cotidiano, e não vi nada de parecido antes do fatídico sábado (ou domingo? Minha memória já não está essas coisas) em que os policiais atacaram os manifestantes. E ninguém me apresentava argumentos convincentes, preferindo se afundar em uma poça de hipocrisia e meias-verdades. Assim, continuei a minha vida, alheio ao resto.
  Eis que os fatos, maiores do que qualquer argumentação furada, surgiram em minha cara. Meu patriotismo inerente às minhas escolhas pessoais e gosto por esta terra abençoada por Deus, foi reaquecido. Meu fervor político, por tantos meses pisoteado, estava de volta à luta. Foi estranho ver aquelas pessoas tomarem o Congresso, o Centro do Rio de Janeiro, cada lugar em que passavam. Estranho e renovador. 
  Acabei me pondo para refletir nesta terça-feira, dia 18 de Junho, uma semana antes de completar duas dezenas de idade. E me peguei pensando em minhas histórias. Veja, não irei ao ponto de me chamar de escritor, mas tento. E recentemente estou contando duas histórias, uma oculta da maioria e outra, como sabem, pública (o Nuzlocke, caso não tenha sido claro). E, abismado, percebi no quanto elas tinham a ver com a situação política atual.
   Veja, embora eu não queira dar spoilers sobre a obra literária que estou tentando sair do papel, posso-lhe dizer que ela apresenta a história de alguém que em um momento se libera das amarras sociais, rompe com as autoridades inconfiáveis e decide tomar seu próprio caminho, o que considera certo. Mas cacetes, não é exatamente o que estou presenciando nas ruas? Esse semi-anarquismo, essa liberdade política? Quais eram as chances?
  Pensei um pouco sobre o que a situação atual influenciaria na minha história, e por enquanto nada, muito porque ela já era similar. No entanto, há uma discrepância entre as duas: na minha, há uma liderança posterior. Na real, por enquanto não há. Não posso dizer que concordo, pois acredito, em minha opinião, é necessário sublinhar, que isso é necessário. Só que, quem sabe? Posso estar errado. Veremos sobre isso. Contudo, isso me leva à história que vocês conhecem, o Nuzlocke.
  No Nuzlocke, embora não seja muito mais do que uma fanfic de um videogame com quase quinze anos, quis passar uma mensagem. De que é necessário lutar pelo que você acha certo, independente da confiança nos resultados. E é isso que está acontecendo. E me sinto feliz em poder acompanhar ao vivo estas transformações. Serão permanentes? Não sei. Apenas o futuro nos dirá. Por enquanto, é necessário continuar lutando, e decidi fazer desta forma. Devo ir às passeatas sim, mas confio em minhas habilidades de escritas para dar uma mostra de minhas opiniões e, quem sabe, motivar alguém. Novamente, eu não sei se isso funcionará. Apenas continuo lutando.
  E, por mais bizarro que seja, ao terminar de imaginar o rascunho mental deste post, encontrei um bando de manifestantes segurando placas em frente ao BarraShopping, na Barra da Tijuca, no Rio. Como um sinal divino, os encarei pela janela de meu ônibus, observando seus dizeres. E um deles se mostrou extremamente apropriado para encerrar este post, por mais clichê que seja. 
  Somos o futuro da nação.

sábado, 8 de junho de 2013

RN Nuzlocke LG - Capítulo 28: O sol se põe

RECINTO NERD NUZLOCKE - LEAF GREEN - 

CAPÍTULO 28: O SOL SE PÕE

- Gary. O que diabos você está fazendo aqui? - Perguntou Kari, encarando o rival com um olhar revoltado.

- Eu pergunto isso para você. - Respondeu ele, de braços cruzados. - O que acha que é? Uma paladina? Uma justiceira? Quem te colocou como a pessoa mais importante do mundo de repente?

- Eu não estou brincando. Eu não quero conversas. O que eu quero é que você saia da minha frente. - Disse a garota entre os dentes, apontando para o rival. Ele e encarou, lançando uma expressão de ódio. 

- Não.

- Que se dane então. - Ela tentou passar pelo ex-amigo, mas ele a segurou pelo braço.

- Você fica. Eles não querem que uma pirralha impertinente suba.

- Me... SOLTE. - Gritou ela, se desvencilhando com violência. Os dois ficaram parados, envoltos na atmosfera ridiculamente tensa. - O que você quer fazer? Se aliar aos Rockets? Eu não sei quem envenenou o seu cérebro, mas eles são os bandidos! Sequestradores! Assassinos! Torturadores. Se aliar com eles é um golpe baixo, Gary, até mesmo para você. 

- Golpe baixo? Golpe baixo? Vou te dizer o que é um golpe baixo. - Ele se aproximou dela, ficando a menos de dez centímetros de distância. - Golpe baixo é esperar a vida toda para realizar seu sonho e uma imbecil chorona que decidiu sua vida em cinco minutos se meter em sua frente. Golpe baixo é descobrir que existe um líder de ginásio que sumiu, e todas as suas ambições terem que ficar esperando. Golpe baixo é matar meu Pokémon. - Terminou ele, sibilando, colocando um dedo na face da garota. 

- Eu já tenho a minha cota de culpa para lidar sozinha, Gary. Eu não preciso de nenhuma extra, principalmente de alguém que tem tanta responsabilidade quanto eu, mas é covarde demais para aceitar isso. - Ela afastou a mão dele com um safanão. - E se acha que me impedir vai fazer todas as insígnias voarem para sua mão, pode esquecer. 

- Engraçado você dizer isso. - Ele esticou a jaqueta, mostrando suas insígnias. Kari as olhou com espanto, vendo que quase todas estavam lá, com a exceção da sétima. - Eu derrotei Koga e Sabrina antes desta confusão começar. Só falta a de fogo, e derrotarei a Liga em seguida. 

- Como você conseguiu a oitava, Gary? - A voz de Kari estava mortificada, e ela o encarava de modo suspeito.. - Viridian está sem líder há meses. 

- Se acha que irei contar tudo para você, tal qual um vilão de seriado, pode esquecer. - Ele ajeitou a jaqueta com força. - Os Rockets irão dominar toda Kanto se conseguirem passar por aqui. E assim que isso acontecer, estarei com todas as insígnias. A um passo de me tornar Campeão. Kari o encarava como se não conseguisse acreditar no que ouvia, balançando levemente a cabeça. 

- Você está insano. Quer saber? Se para seguir o sonho de ser Campeã eu preciso me vender à escória da humanidade, talvez eu realmente não mereça segui-lo. 

- Tem razão você não merece. Eu mereço.

- Então que se dane você e o seu sonho. Eu vou fazer o que é certo, algo mais importante do que uma medalha no meu peito. - Completou ela, virando levemente a cabeça. - Só que tem um babaca na minha frente. - Terminou, estreitando os olhos.

- Você não irá passar. - Grunhiu ele entre os dentes, também quase fechando as pálpebras. Os dois se encararam por um tempo, enquanto o sol do fim de tarde os banhava através da janela de vidro. Estavam muito próximos um do outro, se encarando sem piscar. Finalmente, pegaram suas Pokébolas ao mesmo tempo.

- Sara. - Disse a garota, expandindo sua esfera. 

- Hermes. - Disse o rival, fazendo a mesma coisa. 

- EU ESCOLHO VOCÊ! - Gritaram os dois ao mesmo tempo, pulando para trás. As energias das Pokébolas foram liberadas, e a Sandslash se viu encarando o Pidgeot adversário. 

- Sara, precisamos acabar com ele o mais rápido possível! - Ordenou a treinadora. Sara concordou com a cabeça e saltou, desferindo um soco no teto. A superfície cedeu, e ela jogou os destroços em cima de Hermes, que rodopiou habilmente em pleno ar para desviar dos golpes.

- Hermes, sua chance é agora! - O Pidgeot avançou contra a Sandslash, que ainda não havia voltado ao chão, e a acertou com sua asa. Sara voou longe, girando no ar antes de cair com a frente do corpo virada para o chão. 

- Sara! - Gritou Kari ao virar para trás. Sentiu uma lufada de vento à sua frente, e a enorme envergadura do Pidgeot se agigantou diante dela. 

- Hoje não estamos brincando com as regras. - Disse Gary calmamente. Assim que ele disse isso, encarou perplexo o espaço atrás da adversária. Sara correu e saltou por cima da treinadora, arrastando as garras no teto e jogando seu conteúdo em Hermes, que desta vez foi acertado em cheio. A Pokémon pousou na frente de Kari, encarando o treinador adversário. 

 - Não. Hoje iremos seguir as regras. - Gary pareceu irado, e gritou para Hermes novamente: 

- Acabe com ela já! - O Pidgeot acertou novamente a adversária com sua asa, jogando-a contra a parede de vidro, que rachou pelo impacto. Ele voltou a tentar atacá-la, mas a Sandslash girou para o lado, fazendo com que Hermes atravessasse o vidro para sair do prédio. O Pokémon fez meia-volta e voltou ao edifício, atravessando outra parte da parede. No entanto, Sara estava preparada para sua volta, e acertou um dos rebocos caídos no Pidgeot, fazendo-o desmaiar.

- Não comemore ainda. - Se adiantou Gary, puxando uma outra Pokébola do cinto. - Titã, acabe com ela! - O enorme Blastoise saiu para a batalha, e se agigantou diante da pequena Sandslash. 

- Sara, volte. - Disse Kari, pegando outra Pokébola. - Vá, Sakura! - A Jolteon saltou no corredor, encarando o adversário de frente. - ACABE COM ELE! 

Pequenos relâmpagos saíram da Pokémon, e ela despejou um enorme raio contra o rival, que quase tropeçou para trás. Titã grunhiu, e soltou uma rajada d’água dos canhões, jogando a Jolteon na parede, que quase quebrou no impacto. 

- Sakura, não deixe-o acertá-la novamente! Mande tudo que você tem! 

- Titã, modo defensivo agora! - Gritou Gary. O Blastoise juntou as mãos e um estranho campo de força foi gerado ao redor dele, absorvendo os relâmpagos da adversária. 

- Continue, Sakura, sem descanso! Ele não vai conseguir manter essa proteção por muito tempo! - A Jolteon imprimiu mais força, e o Blastoise se esforçou em resposta, mas falhou por alguns instantes e deixou a jorro de eletricidade acertá-lo, fazendo-o desmaiar. 

- Alex! - Seu Growlithe saiu da Pokébola, e Kari lançou Liz para combatê-lo. Alex a encarou com ferocidade, quase fazendo-a recuar, mas a Wigglytuff conjurou um pulso d’água e acertou o adversário em cheio. Alex pareceu confuso por alguns instantes quando se levantou, mas rapidamente balançou a cabeça e se jogou contra Liz girando e envolvendo o corpo em chamas. A Pokémon foi acertada mas não recuou, preferindo aproveitar a proximidade e lançando outro pulso contra o Growlithe, que desta vez desmaiou. 

Gary lançou em seguida seu Exeggcute, mas Kenichi soprou um jato de chamas antes que o adversário fizesse algo. O treinador ficou acuado com seu último membro de equipe, e conjurou seu Alakazam em campo. 

- Wanda. Sua vez. - Disse Kari, e a Beedrill se colocou na arena. Gary riu e cruzou os braços, olhando com superioridade para a adversária. 

- Acho que suas vitórias a fizeram perder o medo, Kari. Um inseto qualquer contra um dos Pokémon mais fortes de Kanto? Merlin, faça-a sofrer. - Os olhos do Alakazam brilharam em roxo por alguns segundos, e a garota sabia o que isto significava. O ataque viria no futuro, e ela precisaria terminar a luta o mais rápido possível. 

- Wanda, mostre a ele. - A Beedrill disparou para a frente, apontando seus dois ferrões para o adversário. O sorriso de Gary sumiu na hora em que Merlin foi lançado para trás, desmaiado. - Acabou agora. Faça-me um favor e suma. 

O rival respirou fundo, e se aproximou com passos largos de Kari. Antes que ela pudesse responder, ele a segurou pelo colarinho e a jogou para a parede rachada, quase quebrando-a no processo. Kari deslizou para baixo, caindo sentada no chão, enquanto Gary ficava parado em frente a ela, respirando em surtos.

- O que diabos você ESTÁ FAZENDO? - Ela se levantou e socou o rosto do outro, jogando-o para o chão. - NEM PENSE NISSO. - Gritou para Wanda, que estava prestes a interferir. Não percebeu o movimento de pernas de Gary, que a chutou para o chão. Bateu a cabeça na superfície dura, e a próxima coisa que viu foi o adversário com as mãos em seu pescoço, encarando-a com o mais puro ódio nos olhos marejados. 

- SAIA DA MINHA VIDA! 

- Com... prazer! - Rangeu Kari, lançando seu joelho contra a região do baixo ventre de Gary. Ele segurou a área com as mãos, e ela o empurrou para longe, se desvencilhando. Antes que ele se levantesse, a garota o prendeu pelo pescoço com seu antebraço, mantendo a pressão enquanto seu cabelo molhado de suor se pendurava na testa. - O que você quer, Gary? O QUE VOCÊ QUER? 

- Eu... quero que você volte para o seu lugar! - Gary usou os dois punhos para socar os lados do tórax de Kari, que perdeu o ar no mesmo instante. Ele aproveitou o momento para desferir uma cabeçada na rival, e o sangue espirrou pelo rosto da garota. Em seguida, ele a jogou para trás, se levantando e pegando um caco de vidro particularmente afiado que havia caído da parede. Naquele momento, Kari saltou contra o corpo dele, jogando-o no chão procurando retirar o vidro de sua mão. Os dois rolaram pelo chão, e suas mãos se cortaram enquanto tentavam se livrar um do outro. 

Finalmente, Gary ficou em cima de Kari, segurando o vidro com as duas mãos enquanto a garota segurava seus punhos, tentando impedir que ele cortasse seu pescoço. O garoto percebeu o medo em seus olhos, e riu loucamente. - É isso. O medo. Isso é o que você é. Uma covarde chorona que não consegue fazer nada. - Ele se aproximou dela, e continuou a falar cuspindo. - PRESTE ATENÇÃO. Você não é nada. Ninguém. Um desperdício de DNA que por acaso quis roubar meu sonho. EU PRECISO SER O CAMPEÃO. É A ÚNICA FORMA DE CONSEGUIR QUE MINHA FAMÍLIA DESCUBRA QUE EU EXISTA. NEM MESMO MEU PRÓPRIO AVÔ SE IMPORTA COMIGO, QUANDO ESTÁ MUITO PREOCUPADO COM VOCÊ! Você é uma merdinha medrosa, E NÃO IRÁ ROUBAR O QUE EU QUERO. 

- Gary, se você realmente acha que eu tenho medo de você, está muito errado. Eu tenho pena. E raiva! - Ela usou toda a sua força para jogar o rival para o lado pelos punhos, e chutou sua mão para fazer o caco de vidro voar para longe. Em seguida, ela o agarrou pelo colarinho e o prendeu na parede, sentindo-a rachar perigosamente. - Preste atenção. Sim, eu tenho medo. Tenho medo de falhar e voltar a Pallet sozinha e derrotada. Tenho medo de levar meus companheiros para a morte, e ser fraca demais para salvá-los. Só que, se eles me ensinaram alguma coisa, é que eu não devo ter medo de tentar. E sim, Gary, eu tenho o meu sonho, e vale a pena arriscar por ele. Não importa o que você pense. E, se você acha que eu tenho medo de você ou de algum dos Rockets covardes para os quais você vendeu sua alma... - Ela aproximou seu rosto dele, com um brilho forte nos olhos. - Você então não me conhece. 

Gary a encarou, silencioso, até que voltou a falar com a voz firme porém baixa: - Eu vou me tornar o treinador mais forte do mundo, Kari. E quando eu fizer isso, você voltará à Pallet com morte em suas mãos. - Ele se desvencilhou dela, e se jogou para trás. A garota tentou segurá-lo desesperada, mas Gary havia caído do prédio. Quando ela se apoiou no vidro quebrado, sentindo o coração bater forte, viu um Pidgeot voando para longe com um humano em suas costas. Encarou a figura por algum tempo, até que ela sumisse no pôr-do-sol. 

Finalmente, se virou para trás, batendo de frente com Wanda. - Não falaremos sobre isso. - Disse ela, limpando o sangue do rosto com as costas da mão. Seguiu andando pelo corredor, e a Beedrill hesitou em seguida até voar rapidamente para alcançá-la. O sol estava baixo no céu, e a noite surgia.

terça-feira, 4 de junho de 2013

RN Nuzlocke LG - Capítulo 27: Justiça

RECINTO NERD NUZLOCKE - LEAF GREEN - 

CAPÍTULO 27: JUSTIÇA

- Koga disse que as preparações estão completas. - Disse Kari para seus Pokémon, batendo a porta atrás de si enquanto entrava no quarto. Estavam em um edifício abandonado, localizado bem perto do prédio da Companhia Silph. Koga havia passado alguns dias fazendo trabalhos de espionagem com Sabrina, e tudo indicava que os Rockets iriam tomar a sede da  empresa na fase final do suposto plano. Para contra-atacar, os líderes de ginásio iriam causar uma confusão controlada no ginásio de Saffron, e os Rockets remancescentes iriam acelerar seus objetivos. Se estivessem certos, eles iriam para a Silph, e Kari estaria à postos. - Mais vinte minutos e agiremos.

A garota sentia o coração batendo incrivelmente rápido, quase provocando enjôo em seu corpo. Começou a andar em círculos, espiando pela janela a cada quinze segundos. Eles teriam que agir sozinhos nesta parte do plano, pois Koga e Sabrina precisariam passar despercebidos. Se virou novamente para seus Pokémon, tão nervosos quanto ela, e andou até o centro do aposento.

- Gente. Prestem atenção. Se ninguém quiser fazer isso, eu não irei julgá-los. Vocês entraram na minha equipe para sermos os Campeões. O que vamos fazer agora não tem nada a ver com isso, então caso alguém queira ficar aqui e nos esperar, eu não irei falar nada.

Seus Pokémon ficaram quietos por um instante, até que Sakura saltou em um sofá puído e esticou a pata no ar. - Eu não tenho nenhum problema! Você me retirou das ruas e me fez virar uma super-heroína! Agora eu estou combatendo o crime pelo poder da justiça! Acredite, eu não irei abandonar a minha líder agora! 

Sara riu pelo nariz enquanto Kenichi revirava os olhos, e colocou a mão por cima da pata de Sakura. - Kari, fui eu quem te incentivei a ir por este caminho. E eu fiz isso por uma razão. Você é uma treinadora especial, mais do que jamais pode acreditar. Nenhum outro iria arriscar a sua vida para livrar Kanto de uma organização criminosa, principalmente se estivesse fazendo tudo sozinho. Por mais que às vezes você leve esta batalha a um nível mais pessoal do que o desejado, eu não iria abandoná-la nas horas mais difíceis. E nem irei.

Zelda aterrisou espalhafatosamente perto deles e estendeu a asa por cima de suas mãos. - Os Rockets capturaram grande parte de meus amigos e dos Zubats do Monte Lua. Se acha que eu posso esquecer disso, está completamente errada, Kari. Irei pessoalmente cobrar minhas dívidas com o líder deles.

Foi a vez de Liz estender timidamente a mão para eles. - Eu... já vi o que os Rockets podem fazer. Eles sequestraram Kari, tentaram atacar o senhor Fuji, e agora quem sabe o que eles podem fazer? Eu não posso deixar vocês irem e ficar aqui sem fazer nada. Eu vou.

O ferrão de Wanda se juntou a eles. - Querida, sem vocês, eu seria uma pobre Weedle com problemas de amor. Tive momentos maravilhosos nesta equipe e não irei abandoná-la agora, quando vocês estão se arriscando. Nem deixar meu querido Kenichizinho ficar sozinho.

Eles encararam o Charizard, que bufou, revirando os olhos para cima. - Vocês não precisam perguntar para mim. - Respondeu ele, colocando a mão por cima dos outros. Kari se sentiu revigorada, e se juntou a eles.

- Obrigada. Agora nós -- Antes que completasse a frase, ouviram uma batida na porta da frente. Quando a garota a abriu, viu uma kunai espetada na madeira, com uma pequena faixa na ponta na qual estava escrito a qualquer momento agora. Ela correu para a janela, espiando a rua vazia. Esperaram nervosamente, até que um Rocket correu solitário pela calçada até entrar no prédio da Companhia Silph. Alguns segundos depois, foi acompanhado por uma pequena multidão de quase cinquenta homens, que invadiu violentamente o lugar. A hora era agora.

Aguardaram por mais alguns segundos e correram para as portas duplas, abrindo-as com força. O átrio era um aposento bastante amplo, com ladrilhos brancos e uma bela fonte jorrando água cristalina no centro do recinto. Dois Rockets estavam perto do balcão, rendendo a recepcionista, e olharam assustados quando a garota chegou. Kari os encarou por alguns segundos, e disse em voz baixa:

- Acabem com eles.
Zelda e Sakura avançaram imediatamente contra os ladrões, que foram nocauteados antes mesmo de liberarem seus Pokémon. Kari correu até a recepcionista, que havia desmaiado. Por via das dúvidas, a garota deixou o telefone da mulher ligando para a polícia, embora Koga já tivesse descartado essa idéia, dizendo que os Rockets provavelmente haviam garantido a isenção policial. Assim, subiu correndo para o segundo andar.

O andar estava um caos. Rockets prendiam funcionários nas salas, e seus Pokémon perseguiam os que fugiam. A garota correu, deixando sua equipe cuidar dos adversários ao redor. Labaredas incandescentes iluminaram a sala enquanto a garota corria para uma das salas trancadas, arrebentando a porta com o ombro. Assim que entrou, as pessoas ali dentro gritaram e se protegeram.
- Calma! Eu vim aqui -- Antes que pudesse terminar, um soco foi desferido fora de seu campo de visão, acertando seu rosto. Tropeçou e quase caiu no chão, se recuperando para enxergar seu atacante. Um homem com jaleco branco  estava esfregando a mão, encarando-a com raiva.

- Você é aquela garota que está se intrometendo onde não é chamada, não? Pensei que estivesse morta, mas podemos mudar isso. - Ele tentou a chutar com força no estômago, mas Kari girou e se desviou do golpe. Imediatamente ela se jogou contra as pernas do adversário, fazendo-o despencar no piso. Ele tentou acertá-la com os pés novamente, contudo ela saltou para evitar o impacto, se jogando novamente para bater a cabeça do homem com força no chão.

- Você parece um Rocket, sabia? - Disse em seu ouvido. - Onde está o seu líder? - O homem não respondeu, mas a garota recebeu um chute na boca do estômago, vindo de lugar nenhum. Ela caiu rolando no chão, e enxergou dois Rockets perto da porta. Eles já estavam entrando na sala quando Sakura saltou em cima de um deles, eletrocutando-o. O segundo ficou perplexo tempo o suficiente para Kari se levantar e desferir um soco contra ele, fazendo-o desmaiar antes de cair no chão. Quando ela se virou, percebeu o homem de jaleco se arrastando para levantar. A garota se adiantou e pisou em seu peito.

- Não espere fugir. Você ainda tem uma pergunta para me responder, não? - Ela aumentou a força no pé, e o rosto do homem se contraiu em dor.

- D-décimo primeiro andar! Só não ache que vai simplesmente enfrentá-lo! Temos um excelente cão de guarda para defendê-lo!

- Boa sorte com isso. - Ela o chutou no rosto, desacordando-o. Em seguida, se virou para os funcionários, que emitiam sentimentos de assombro e admiração. - Eu quero que vocês amarrem os Rockets desacordados, entenderam? Eles não podem -- A parede atrás dela explodiu, e uma corrente d'água se seguiu pelo buraco recém-aberto. Quando ela encarou a destruição, viu o rosto de Liz na fenda.

- Oh, me desculpem. Kari, nós acabamos com os Rockets deste andar, e Zelda disse que o resto deles se refugiou lá em cima. Vamos?

- Sim. Eu acho que nós já combinamos o que fazer aqui, né? - Disse a garota, se virando para os funcionários. Eles acenaram com a cabeça, parecendo embasbacados, até mesmo quando Kari saiu do aposento em direção ao elevador.  A treinadora recuou seus Pokémon e apertou o botão do décimo primeiro andar. Seu coração batia mais forte enquanto ela esperava, até que a porta se abriu. 

O corredor à sua frente serpenteava pelo edifício até chegar a uma área na lateral do prédio. A parede à esquerda era inteiramente composta de vidro, e a cidade de Saffron era plenamente visível através do material, se estendendo até onde a vista alcançava. Kari desviou o olhar da visão hipnotizante e encarou o corredor, notando uma pequena figura na ponta. A garota apertou os olhos, sentindo em uma parte de seu coração que sabia quem era. Assim que enfocou a figura, soube que estava certa, embora ainda não conseguisse acreditar.
Gary a encarava do outro lado, de braços cruzados. Em seu peito, estava o símbolo Rocket. Seus olhos demonstravam desprezo e ódio, e seus lábios mal se mexiam. No entanto, a frase que ele soltou pôde ser ouvida até o outro lado do corredor, ecoando na galeria.

- Acabou.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Comemorando os 100 posts do Recinto Nerd, vamos olhar para o passado!

Senhoras e senhores, damas e vagabundos, bem-vindos a mais um post do Recinto Nerd!

Uau. Há quanto tempo eu não escrevo isso. Refrescante, para dizer o mínimo. Para melhorar, só falta minhas reticências.

...

Oh, aí estão!

Bem, é tempo de E3 novamente (caso você não saiba, seu sem-cultura, é o maior evento de jogos da atualdiade), e eu me peguei relembrando do fiasco que foi minha cobertura do ano passado. Sim, foi tão ruim que me fez aposentar o blog por alguns meses. Além disso, eu sabia que estava me aproximando do post número 100, e decidi fazer algo especial juntando essas duas coisas (Post 100 pelas minhas contas!). Logo, aqui estamos nós com uma bela historinha de como o Recinto Nerd tem batalhado e tomado porradas nestes... pera, deixa eu checar.

Hm... Primeiro post, blá blá blá...

24 DE NOVEMBRO DE 2010? Vinte e quatro? De novembro? De 2010? Tenho dois anos e meio de blog e nunca fiz nada de especial? Que tipo de redator sou que...

Não, pera. Foi tudo planejado, não? Afinal, estamos chegando agora no post 100, então decidi esperar, né? Ha ha ha ha...

Nossa mãe, apenas 100 posts em dois anos e meio. Santa vergonha, Bátima.

Enfim, vamos começar meu pequeno conto de como um blog vagabundo se tornou... um blog vagabundo. SPOILERS! Ah, e não, ESSE NÃO É UM POST PARA SUBSTITUIR O NUZLOCKE! TEREMOS UM AMANHÃ, SEUS DESALMADOS.

Bem, tudo começou quando um pequeno nerd decidiu conquistar a internet. É claro que a internet é uma montaria bastante temperamental e simplesmente atropelou o garotinho, mas ele apenas saberia disso depois. De fato, o garotinho era tão jumento que achava que você pagava por todos os blogs, e decidiu criar um no BlogGratuito, porque afinal, ele era gratuito, não?

Assim, eu comecei a postar notícias aleatórias sobre o mundo nerd. Só que eu era tão lerdão que apenas postava uma vez por dia! E esperava fazer sucesso! Com posts de 150 palavras! Pelas barbas brancas e sujas do profeta, eu nem conseguia colocar minhas expressões oriundas da década de 150! E é claro que a primeira versão do Recinto Nerd falhou miseravelmente.

Logo em seguida, descobri a existência do Blog do Hammer, um site bem batuta e camarada, que continha posts gigantes e humor ácido. Chame-me de copiador descarado, mas eu absorvi tudo! Parecia um excelente modelo para ser copiado seguido, e logo veio a versão 2.0 do Recinto Nerd, com duas vezes mais cara de pau. Para quem não se lembra, eu comecei com um top de aberturas desenhos QUE DUROU UMA ETERNIDADE INTEIRA. Sério, eu tive que pará-la no meio para apresentar meus prêmios (vergonhosos hoje em dia) de melhores de 2010.

E assim se iniciou a era de ouro do blog, com posts frequentes, grandes e... O.K, não eram frequentes. E de vez em quando, nem grandes eram. Só que ele ia caminhando. Eu fiz posts que me orgulho bastante, e outros terríveis de se ver. E os meses se passaram, às vezes tínhamos problemas, boa parte das vezes eu não fazia idéia do que postar no dia em que deveria escrever, yadda yadda yadda. 

E, como diria o poeta, "fomos indo", com posts às vezes esparsos mas todo o mês tinham pelo menos dois. O que, para um adolescente em plena faculdade difícil, é um excelente número. Ou não, visto que minhas responsabilidades hoje em dia quadruplicaram e escrevo duas vezes por semana. EU ESTAVA APRENDENDO. O problema é que chegou o fatídico mês de junho de 2012.

Para começar, eu não estava bem. Passava por uma fase complicada que não tinha exatamente explicação, mas podemos sinalizar assim. Minha vontade de escrever era cada vez mais falha, e às vezes eu chutava o pau da barraca. Cheguei a começar meu conto inaugural, as Crônicas de Ona, em março de 2012, e logo desisti pelo problema que me perseguiria no futuro: querer abocanhar mais do que conseguia. As Crônicas originalmente eram um épico de oito partes, e eu simplesmente não conseguia fazer isso funcionar. Desisti logo depois de mandar a primeira parte. Tentei chamar colaboradores, mas eles não foram exatamente produtivos. E ao mesmo tempo em que o barco começava a afundar, meus sonhos se tornavam maiores.

Eis que chegou a E3 de 2012, e decidi ir com tudo para cima dela, para finalmente tomar a internet de jeito. Preparei um cronograma especial de análises, podcasts e streamings para a situação. E adivinha? Os streamings falharam ou não tiveram público. O podcast foi completamente mal-planejado. As análises não vieram. Até mesmo uma cobertura pelo Twitter, uma forma desesperada de salvar a situação, foi terrível. Depois de todos estes erros, decidi parar. Seria o fim do Recinto Nerd?

Até mesmo tentei fazer um canal de Let's Play nesse tempo, mas nem isso deu certo. O que fariaw

NÃO CONTAVAM COM A MINHA ASTÚCIA! Eis que o Superman deu umas beijocas na Mulher-Maravilha, e meu nerd puto interior decidiu contra-atacar. O blog renascia, ainda capenga no início, mas se firmando a cada passo. Comecei a fazer posts que queria fazer, em vez de tentar angariar fama fácil. Com isso, os acessos caíram, mas me senti mais feliz e mais animado. 

Um pouco depois, o Jovem Nerd decidiu publicar contos dos fãs, e revivi as Crônicas de Ona, refazendo a história e finalmente terminado esta droga obra de arte. Fiz um post de retrospectiva, escrevi mal de Detona Ralph, tentei vender To The Moon, tentei fazer uma webcomic apenas com palavras, falei MUITO mal de Big Bang Theory... que bonito. 

Só que eu descobri o que realmente gostava de escrever. Histórias. Não que eu odiasse o esquema que havia montado, mas ele me cansava facilmente. Já contos me davam mais liberdade e capacidade de escrever duas vezes por semana.

E assim, comecei o Nuzlocke, um sonho bem antigo, e algo que realmente mudou o blog e me fez sentir completamente satisfeito. Dois posts por semana, textos grandes, só alegria. Eu tentava evitar as críticas de que não era exatamente um produto para a internet instantânea de hoje em dia, mas algo me fez mudar o esquema: a oportunidade de escrever um livro para o Jovem Nerd.

Para quem não sabe, estou tentando fazer isso neste exato momento, escrevendo uma página e meia ao dia para terminar no início de agosto. E tinha um pequeno problema nesse plano: os quatro dias necessários para fazer dois Nuzlockes por semana. Assim, compactei meu esquema de criação de histórias para dois dias, e comecei a soltar esses contos de uma vez só, escrevendo sem parar. Eles mudaram um pouco, é verdade, mas foi uma saída necessária. E, se um dia eu escrever um livro, será graças ao treinamento que faço com cada Nuzlocke.

E assim vamos. Estou trabalhando muito mais no blog do que jamais achei que conseguiria. Às vezes é meio chato não ter a quantidade de feedback que eu esperaria, mas tomei como base me agradar primeiro antes de agradar os outros. Eu ainda sinto saudades de meus posts revoltados de antigamente, e talvez um dia eles voltem. Eu não sei. Pretendo terminar o Nuzlocke e o que vier em seguida é lucro. Quem sabe o que o futuro nos aguarda, não? Se você é um leitor recorrente do blog, eu agradeço profundamente pelo seu acesso e interesse com meu trabalho. Se você não é, SEJA AGORA. E vamos que vamos, matando um leão por dia. 

Zoraman.

P.S: Para todos aqueles que esperavam uma piada final, tomem isso como recompensa. 

Sério. Não tem como rir, não?